
As altas temperaturas, maior incidência de raios solares e aumento da umidade criam um ambiente propício para o surgimento de doenças e agravam condições já existentes no organismo, fatores que exigem atenção redobrada dessa população.
Para a geriatra da MedSênior, Fernanda Sperandio, um dos pontos mais importantes é a questão da hidratação. “Com o aumento das temperaturas, o risco de desidratação cresce, e os idosos são particularmente vulneráveis, pois a sensação de sede pode ser menos perceptível”, afirma.
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Aqui você vai ver
- Por que os idosos são mais vulneráveis às doenças de verão
- Os principais riscos do calor, como desidratação e insolação em idosos
- Quais são as doenças mais comuns no verão e como preveni-las
- Cuidados essenciais para evitar infecções de pele, intoxicação alimentar e dengue
- Dicas práticas para manter a saúde do idoso no verão, com hidratação e proteção solar
Principais doenças e agravos no verão
Além da falta de líquido do organismo, o Ministério da Saúde divulgou quais são as doenças mais comuns durante o verão. Veja quais são e os principais cuidados para evitá-las.
Insolação
Por causa das temperaturas elevadas e da perda de líquidos pelo suor, a desidratação é uma condição frequente no verão. Quando não tratada, ela pode evoluir para insolação, um quadro grave caracterizado por tontura, náuseas, mal-estar, fraqueza e risco de desmaio.
Para se prevenir, evite o sol forte entre 10h e 16h, mantenha-se constantemente hidratado com água e sucos, use roupas leves e claras, chapéus e protetor solar FPS 30+, e consuma alimentos leves como frutas e vegetais, buscando sempre a sombra e evitando álcool e esforços físicos nos horários mais quentes.
Infecções e micoses de pele
Ambientes quentes e úmidos favorecem a proliferação de fungos e bactérias, aumentando casos de micose, otites (inflamação no ouvido) e conjuntivite.
Por isso, a principal orientação é manter a pele limpa e seca, principalmente nas dobras, use roupas leves e de algodão, evite andar descalço em locais públicos úmidos (piscinas, vestiários), não ficar com roupas molhadas, use calçados ventilados e não compartilhe itens pessoais como toalhas e escovas.
Intoxicação alimentar e gastroenterites
Alimentos mal conservados em altas temperaturas podem levar a intoxicações, com sintomas de vômitos, diarreia e mal-estar geral.
Neste caso, a principal orientação é higienizar bem as mãos antes de comer e prefira alimentos frescos, com boa aparência e íntegros.
Evite alimentos que tenham estado em temperatura ambiente por muito tempo e alimentos crus ou mal passados.
Arboviroses (como dengue)
O verão é também período de maior proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya.
A prevenção das doenças transmitidas pelo mosquito é conhecidas, mas não custa lembrar: não deixe água parada, limpe calhas e ralos, descarte o lixo corretamente e cuide de vasos de plantas, além de usar repelentes e telas nas janelas.
Deficiência de vitamina D
Embora seja produzido pela exposição solar, muitos idosos acabam com baixas concentrações de vitamina D, por causa de uso frequente de protetor solar, menor exposição ao sol e alteração na síntese da pele com a idade, o que pode afetar a saúde óssea e imunológica.
A orientação, neste caso, é apostar em uma alimentação rica em peixes gordos, gema de ovo e cogumelos, e, se necessário, suplementação orientada por médico.
O verão pode, e deve, ser uma época de bem-estar para os idosos, desde que os cuidados certos sejam adotados com antecedência e de forma constante. Com hidratação adequada, proteção solar responsável e apoio médico, é possível aproveitar os meses mais quentes com saúde e segurança.
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Mais do que assistência médica, a MedSênior acredita que informação também é saúde. Por isso, preparou mais conteúdos de interesse sobre saúde e envelhecimento ativo — continue a leitura e confira:
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