O câncer de pele é a doença mais frequente no Brasil e no mundo, representando um expressivo volume de diagnósticos a cada ano. A dermatologista da MedSênior, Luana Vieira Mukamal explica que trata-se de uma alteração no crescimento das células da pele, geralmente associada à exposição prolongada e sem proteção à radiação ultravioleta (UV), seja por meio da luz solar ou de fontes artificiais.


Veja também: Descubra como evitar manchas na pele no verão

Por sua alta incidência e potencial impacto na qualidade de vida, o câncer de pele é considerado um importante tema de saúde pública.

“Quando diagnosticado em estágios iniciais, o câncer de pele apresenta elevadas taxas de cura. No entanto, o sucesso do tratamento está diretamente relacionado ao reconhecimento precoce de sinais e sintomas”, destaca a especialista.

Lesões persistentes, manchas que não cicatrizam, alterações em pintas previamente existentes e mudanças na coloração ou no formato da pele são sinais que exigem atenção e avaliação especializada.

Além disso, diversos fatores contribuem para o desenvolvimento do câncer de pele, como histórico familiar, fototipo claro, envelhecimento cutâneo, imunossupressão e exposição solar ocupacional ou recreativa.

Dra. Luana sugere uma atenção especial à população idosa, já que ela apresenta maior vulnerabilidade em razão dos danos cumulativos à pele ao longo da vida, o que reforça a importância da prevenção contínua e do acompanhamento médico regular.

Neste conteúdo você vai ver:

A dermatologista ainda respondeu as perguntas mais comuns sobre o câncer de pele. Confira:

O que câncer de pele causa?

O câncer de pele provoca a multiplicação desordenada das células cutâneas, levando à formação de lesões que podem variar de alterações superficiais até tumores mais profundos.

Quando não tratado adequadamente, pode comprometer tecidos adjacentes e, em casos menos frequentes, apresentar disseminação para outras regiões do corpo.

Como detectar câncer de pele?

A detecção do câncer de pele baseia-se na observação de alterações na pele e na avaliação clínica especializada. O autoexame regular e as consultas periódicas com o dermatologista são essenciais para a identificação precoce.

Exames complementares, como a dermatoscopia, contribuem para uma análise mais precisa das lesões suspeitas.

Como câncer de pele se manifesta?

O câncer de pele pode se manifestar por meio de manchas persistentes, feridas que não cicatrizam, lesões elevadas, nódulos de aspecto brilhante, sangramentos recorrentes e alterações em pintas, como mudanças de cor, tamanho, formato ou textura.

Qualquer lesão cutânea com evolução atípica deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Quais os tipos de câncer de pele?

Existem diferentes tipos de câncer de pele, sendo os mais prevalentes o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. Cada tipo apresenta características clínicas específicas e níveis distintos de agressividade.

O detalhamento dessas variações será abordado em conteúdos específicos.

Quem tem câncer de pele pode pegar sol?

Pessoas diagnosticadas com câncer de pele devem adotar medidas rigorosas de fotoproteção.

A exposição solar deve ser cuidadosamente controlada e orientada pelo médico assistente, considerando as particularidades de cada caso.

O uso de protetor solar, vestimentas adequadas e evitar horários de radiação intensa são recomendações essenciais.

Qual médico trata o câncer de pele?

O diagnóstico e o acompanhamento do câncer de pele são realizados pelo médico dermatologista, podendo haver atuação conjunta com o médico oncologista em situações específicas.

O plano terapêutico é individualizado, baseado no tipo e na extensão da lesão.

Tratamento do câncer de pele

O tratamento do câncer de pele é definido conforme as características da lesão e o estágio da doença. As principais modalidades incluem excisão cirúrgica, terapias tópicas, radioterapia e, em casos selecionados, imunoterapia.

O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de intervenções menos invasivas e com melhores desfechos clínicos.

Prevenção do câncer de pele

A prevenção do câncer de pele está fundamentada na adoção de hábitos de proteção solar ao longo da vida.

O uso diário de filtro solar, a reaplicação periódica, o uso de acessórios de proteção física e a realização de consultas dermatológicas regulares são medidas que contribuem significativamente para a redução do risco.

Câncer de pele em idoso: cuidados especiais

A incidência de câncer de pele é mais elevada em idosos em função do acúmulo de danos solares ao longo da vida. Nessa fase, a pele torna-se mais frágil e suscetível a lesões.

A recomendação é intensificar o acompanhamento dermatológico, estimular o autoexame assistido por familiares e manter vigilância contínua sobre alterações cutâneas, assegurando diagnóstico oportuno e tratamento adequado.

A MedSênior, plano de saúde para terceira idade, preparou mais conteúdos do seu interesse. Veja:

Idosos devem redobrar os cuidados com a saúde na estação mais quente do ano. Saiba como
Cuidados com a pele e tratamento estético: vale a pena?
Descubra como proteger sua pele no verão