
A obesidade é uma condição de saúde crônica que preocupa agentes de saúde no Brasil e no mundo. Dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2024, do Ministério da Saúde, apontam que 60% da população brasileira está acima do peso e cerca de 25% já enfrenta um quadro de obesidade.
O número de idosos obesos também está crescendo. A mesma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que, em 18 anos, o percentual de idosos a partir dos 65 anos com obesidade cresceu 43%. Já no grupo de pessoas entre 56 e 64 anos, o crescimento foi de 48%.
Outro dado que chama atenção vem do Atlas da Obesidade: até 2035, cerca de 41% da população adulta deve ter obesidade e essa projeção também atinge os idosos.
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Aqui você vai ler:
📊 Por que o número de idosos obesos está crescendo no Brasil
⚖️ Quando o IMC indica sobrepeso ou obesidade
🩺 Obesidade é doença? O que dizem os especialistas
⚠️ Principais riscos da obesidade na terceira idade
✅ Como prevenir complicações e promover bem-estar após os 60 anos
Quais são as principais causas da obesidade?
A obesidade surge da interação entre fatores genéticos, comportamentais e ambientais. Além disso, os hábitos de vida contemporânea favorecem o consumo exagerado de alimentos de alto valor calórico, mas com pobre qualidade nutricional.
Entre os principais fatores causadores da obesidade estão:
- Desequilíbrio entre ingestão calórica e gasto energético;
- Alimentação rica em alimentos ultraprocessados;
- Sedentarismo;
- Alterações hormonais e metabólicas associadas ao envelhecimento;
- Uso de medicações que favorecem ganho de peso.
“No caso dos idosos, alterações no metabolismo basal, redução da massa muscular e diminuição da atividade física são determinantes importantes para o acúmulo de gordura corporal”, afirma a médica geriatra da MedSênior, Dra. Fernanda Sperandio.
Quando é considerado obesidade?
A obesidade é identificada por meio de um cálculo chamado Índice de Massa Corporal (IMC), que relaciona o peso à altura da pessoa. Para calcular, divide-se o peso (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado.
Quando o resultado fica entre 25 e 29,9 kg/m², a pessoa é classificada com sobrepeso, uma condição que já pode trazer prejuízos à saúde.
Já quando o IMC é igual ou superior a 30 kg/m², o diagnóstico é de obesidade, considerada uma doença crônica que exige acompanhamento e cuidados contínuos.
Esse parâmetro é amplamente utilizado por profissionais de saúde para avaliar riscos e orientar estratégias de prevenção e tratamento, especialmente na terceira idade.
Obesidade é doença?
A geriatra Dra. Fernanda Sperandio responde que sim, a obesidade é classificada como uma doença crônica complexa, reconhecida por associações médicas e organizações de saúde mundialmente.
Ela não é apenas uma questão estética, mas um quadro que pode desencadear ou agravar outras condições, exigindo atenção clínica, prevenção e tratamento contínuo.
Riscos da obesidade em idosos
Para idosos obesos, os riscos são ainda mais elevados. O excesso de peso sobrecarrega o organismo e está associado a múltiplas complicações. A geriatra lista e explica os mais recorrentes:
- Doenças cardiovasculares: a obesidade acelera processos inflamatórios e promove fatores de risco como hipertensão e dislipidemias, aumentando a chance de eventos como infarto e AVC.
- Diabetes tipo 2: o tecido adiposo em excesso interfere na ação da insulina, facilitando o desenvolvimento de diabetes.
- Sobrecarga articular: o peso extra aumenta o estresse nas articulações, intensificando dores e limitações, especialmente nos quadris, joelhos e coluna.
- Maior risco de quedas: desequilíbrio, fraqueza muscular e menor mobilidade aumentam a probabilidade de quedas e complicações decorrentes, um problema que pode ser agravado em idades mais avançadas.
- Comprometimento funcional: atividades cotidianas podem se tornar mais difíceis, reduzindo a independência e a qualidade de vida.
Como prevenir a obesidade?
Prevenir a obesidade em idosos é essencial para garantir autonomia e bem-estar ao longo da vida. Além da alimentação saudável, rica em carnes magras, vegetais, frutas e massas integrais, deve-se manter a prática regular de exercícios físicos.
Atividades como esportes coletivos, corrida, dança, caminhada e ciclismo, por exemplo, além de fazerem bem ao corpo, são fontes de bem-estar e socialização.
Outras estratégias que podem ser eficazes são:
- Monitoramento clínico contínuo: acompanhamento com profissionais de saúde para ajustes de plano alimentar, medicações e comportamentos de vida.
- Educação em saúde: informação e apoio para mudanças sustentáveis nos hábitos diários.
MedSênior: plano de saúde para idosos
É importante contar com um plano de saúde que entenda as necessidades específicas dos idosos. A MedSênior oferece abordagens integradas que combinam prevenção ativa, acompanhamento humanizado e suporte contínuo à saúde, incluindo estratégias para manejo de peso e promoção de qualidade de vida.
Com equipes dedicadas e foco em prevenção, a MedSênior apoia seus beneficiários na jornada de envelhecer com saúde, autonomia e bem-estar, porque envelhecer bem também passa por cuidar da saúde de forma abrangente e personalizada.
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