Em tempos de pressa, muitas informações e afazeres no dia a dia, é comum que uma coisa ou outra acabe sendo esquecida no meio do caminho. Desde as chaves do carro até chegar em um cômodo da casa e pensar "o que vim fazer aqui mesmo?", todo mundo já passou por alguma experiência de esquecimento momentâneo. E, em geral, isso não é nada grave.

No entanto, quando o que antes parecia corriqueiro se torna parte da rotina, sim, torna-se um problema. Afinal, a falta de atenção é uma das principais causas para a perda de memória de alguns detalhes, como quando você está na rua e não lembra se trancou a porta de casa – é totalmente normal.

Isso faz parte da vida diária e é até mesmo cômico, mas, quando começa a interferir nas suas atividades, gerando constrangimentos, é necessário acender o alerta.

O que pode causar o esquecimento?
Naneurologia, a perda de memória pode sinalizar que algo não vai bem com o corpo. O problema, que pode ser indicativo de transtornos de ansiedade, também está atrelado ao hipotiroidismo, diabetes, e até falta de vitaminas no dia a dia como fatores de risco.

Além disso, a privação do sono também é uma das principais responsáveis pela falta de memória. O sono, essencial para equilibrar os níveis de estresse e reforçar o sistema imunológico em nosso corpo, também é fundamental para a retenção de conhecimento no cérebro. Então, quando dormimos pouco, a tendência é que se torne mais difícil lembrar de algumas coisas.

O uso de medicamentos para dormir, por outro lado, também não auxiliam muito na memória. Ainda que você durma, as substâncias presentes nesses remédios podem alterar os ciclos do sono. Portanto, ao invés de cair no sono gradativamente, passamos direto para os estágios mais avançados, o que prejudica a qualidade do descanso.

Esses pequenos distúrbios podem ser tratados em curto prazo, com a devida recomendação médica para a investigação da causa para esses problemas. A falta de memória é um sintoma de algo mais sério, então deve-se realizar um diagnóstico preciso para que se tenha uma vida plena e que isso não acarrete outras consequências.

Doenças degenerativa
A falta de memória, quando impacta pessoas em idade mais madura, está muito atrelada a alguma doença degenerativa. A doença de Alzheimer e a demência são as mais diagnosticadas, principalmente em pacientes acima dos 70 anos.

Esses distúrbios, ao contrário do que citamos até aqui, são progressivos e não possuem cura. São, em muitos dos casos, heranças genéticas. Portanto, o tratamento é realizado de maneira paliativa, com o intuito de retardar os efeitos da doença.

Mas, com o tempo, cada vez mais o paciente ficará dependente de cuidados especiais, que vão desde ajuda para relembrar nomes de familiares e amigos, lembrar-se de tomar os devidos remédios, até banhar-se e alimentar-se da maneira apropriada.

É possível evitar a perda de memória?
Não existe nenhum medicamento que evite a perda de memória, mas existem formas de "driblar" esse problema. Para isso, é necessário estar constantemente estimulando nosso cérebro.

Segundo especialistas, aprender algo novo é uma das melhores maneiras de manter nossa mente em constante atividade, renovando-se e mantendo-a estimulada. Então, aproveite para, talvez, aprender um novo idioma, a tocar um instrumento musical, se for algo que você sempre almejou.

Além disso, a leitura também é eficaz para ampliar nosso conhecimento, bagagem cultural e, por mim, deixar nossa mente mais afiada, sendo uma ótima forma de se divertir e passar o tempo – assim como jogos de sudoku, palavras cruzadas, dominó, e até jogos de cartas.

Qual médico eu devo procurar?
Normalmente, as pessoas tendem a procurar a especialidade de neurologia no aparecimento dos primeiros sintomas. No entanto, o profissional mais indicado para uma avaliação inicial é o médico Geriatra.
Ele trata as doenças e condições que estão relacionadas diretamente ao envelhecimento, e com uma consulta com um médico geriatra, o paciente passa por testes diversos, que visam avaliar desde a memória até sua força muscular, auxiliando o médico a determinar um diagnóstico. Em casos específicos, ele poderá fazer o encaminhamento a um especialista.

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